sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Lugar de mulher é na política!

Enquanto em Salvador, uma oposição liderada por mulheres saídas dos mais diversos movimentos sociais da esquerda lutavam na câmara de vereadores para que os demais vereadores votassem contra as contas já reprovadas pelo TCM, do atual prefeito João Henrique (PP), em Lauro de Freitas a situação é bem diferente.
Pela sétima vez consecutiva, o TCM aprova sem ressalvas as contas da prefeita Moema Gramacho (PT). Lauro de Freitas mostra mais uma vez que a sua proximidade com Salvador é apenas geográfica, pois a política que se faz na cidade é completamente diferenciada.
Ter as contas da prefeitura rejeitadas não demonstra apenas uma má gestão municipal, mas denuncia a falta de mecanismos e espaços para a participação popular e controle social dos órgãos municipais. Com a aprovação pela base governista do prefeito João Henrique na câmara de Salvador, o Conselho da Cidade passou a ser apenas um órgão consultivo e não mais deliberativo, retirando do conselho o poder de real intervenção da população nas decisões sobre a cidade. Essa medida foi responsável por esvaziar ainda mais o espaço do conselho. Se engana o gestor que considera algo assim uma vitória da gestão, a participação popular é uma experiência exitosa justamente por otimizar as ações das gestões que apoiam a existência e manutenção de espaços como esse.
Em Lauro de Freitas, a prefeita Moema Gramacho realizou a 1ª Conferência de Transparência e Controle Social visando fortalecer, fomentar, incentivar e criar espaços para que a população de forma atuante e participativa, estivesse sempre atenta para as questões de ordem contábil e financeira do município, sugerindo, indicando, criticando e propondo mudanças para facilitar a chegada das informações aos munícipes e para, principalmente, decidir sobre os gastos do município de acordo com as demandas da população. Um dos pontos mais interessantes do documento final da conferência foi a criação da disciplina "Transparência e Controle Social" na grade curricular das escolas, como forma de institucionalizar essa iniciativa e tornar comum desde cedo, a necessidade da população exigir dos gestores espaços de participação e mecanismos de tonar a política municipal cada vez mais democrática, transparente e participativa.
Ver mulheres como essas dando novos rumos às formas de se fazer política só ratifica que a política é o nosso lugar, mas que nos foi negado durante muito tempo!

Vereadoras Olívia Santana, Aladilce Souza e Marta Rodrigues comemoram a rejeição das contas de João Henrique












Prefeita  de Lauro de Freitas, Moema Gramacho



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