Ainda gestão do ex-prefeito Imbassaí, que era do DEM até
então, o Orçamento Participativo de Salvador, espaço de controle social e
participação da sociedade civil previsto na Constituição, que deliberava sobre
o orçamento de Salvador, decidiu que a área que hoje é ocupada pelo falido
Aeroclube fosse uma área de lazer para a população de Salvador num pleito dos
moradores da Boca do Rio. O então prefeito além de fechar o orçamento
participativo, como fez com todos os outros conselhos da cidade, passou por
cima da deliberação do OP e destinou aquela área para a construção do
Aeroclube. O pedido de que essa área fosse novamente destinada para esporte,
lazer e atividades culturais e artísticas foi novamente retomado, mas ontem,
com a ajuda dos vereadores da base de João Henrique e do futuro prefeito ACM
Neto, a câmara de vereadores aprovou a renovação do contrato com o Aeroclube,
destinando aquela área para os mesmos empresários até 2056!
Enquanto outras cidades avançam na discussão da necessidade
de criar cada vez mais espaços abertos ao público para desenvolvimento de ações
sociais de inclusão e participação esportiva, artística e cultural, Salvador
continua andando no caminho contrário, entrega suas áreas para a especulação
imobiliária e privatiza os espaços que deveriam ser públicos.
Ê terra árida, tempos difíceis!

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